Bem-vindo ao blog da Fly dos Pampas!

O melhor em equipamentos (1)

Prezado, Mosqueiro!

Com o objetivo de aproximar todos os amantes da pesca com mosca (Fly Fishing), a Fly dos Pampas cria o presente blog!

Entre tantos temas que envolvem a modalidade, o blog abordará os frequentes eventos promovidos pela loja, entre eles a Confraria do Atado, além de publicar dicas de atado, casting e pesca (teoria e prática).

Desejamos um bom proveito a todos e solicitamos a participação com respostas/comentários às postagens.

Informamos, por fim, que a loja possui página ativa no Facebook (https://www.facebook.com/Fly-dos-Pampas-181202801963996/) e site de vendas online (https://www.flydospampas.com.br).

 

 

Post Destacado

SCUD

Prezados, mosqueiros! Segue um passo a passo de um scud bastante simples de atar, mas de eficiência comprovada!

  • Ferramentas: morsa, tesoura, bobbin, bobbin threader, bodkin, whip finisher, vidro com cement head;
  • Materiais de atado: anzóis para scuds (TMC 2457), linha de atado encerada (6/0), mallard flank, lead wire ou lead tape, monofilamento de nylon 5X (0,127 mm), scud back 1/4″).

Primeiramente, prenda o anzol na morsa, ate uma base (thread), e enrole 7/8 voltas de lead wire .020″; prendea o lead wire completando a amarração com o fio de atado.

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Após, ate algumas fibras de mallardflank para formar a cauda; corte um pedaço de scudback (~2 cm) e recorte uma das extremidades em forma de “V”; ate o fio de nylon e o scudback (ponta em “V”) na curva do anzol; e, posteriormente, aplique o dubbing ao fio de atado e enrole na haste do anzol, formando o corpo do scud.
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Ate algumas fibras de mallard flank próximas ao olho do anzol para simularem antenas e patas dianteiras; corte os excessos das fibras e cubra a amarração com dubbing.

Puxe o scudback sobre o corpo do scud e amarre próximo ao olho do anzol; enrole o fio de monofilamento sobre a carapaça, simulando a segmentação; corte o excesso do scudback.

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Termine a amarração com o whipfinisher e aplique cement head. Para finalizar, com a ponta do bodkin, desfie o dubbing para que simulem patas e apare com a tesoura um pouco acima da abertura do anzol.

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Alguns scuds atados nas cores que usualmente os encontramos na natureza: tan, cinza, oliva, marron e também laranja como o que foi atado.

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Algumas capturas com scuds.

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Boas capturas!

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A Fly dos Pampas agradece imensamente esta bela contribuição do mosqueiro e amigo Odimir Gaspar!

Sem material de atado para este belo scud? Já sabe onde encontrar! Corre para nossa loja virtual e confira!

 

DELICACY NIMPH

Mais um grande atado para compor o seu arsenal de moscas! A Delicacy Nimph exige certa técnica ao atador, mas todo o esforço é recompensado pela sua grande efetividade.

1) lastrar o anzol com cobre;

2) fixar cerdas de faisão para a cauda;

3) fixar cerdas de pavão;

4) fixar floss amarelo e fazer o abdômen;

4) fixar dois biots marrons nas laterais;

5) rebater as cerdas de pavão por cima;

6) segmentar com cobre;

7) fixar fibras de faisão, uma pena de galo e fibras de de pavão;

8) enrolar as fibras de pavão formando o tórax depois enrolar a pena de galo;

9) rebater as cerdas de faisão formando o wing case e rebatendo as pontinhas para os lados para formar mais patas.

Este atado é mais uma colaboração do amigo Rogério Batista “Jamanta”!

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Produtos disponíveis na loja virtual!

 

TWENTY-INCHER

Uma mosca de Charlie Craven que se caracteriza pela efetividade na pesca de trutas.

1)Fixar biot marron ou laranja;

2) Colocar um fio brilhoso e umas penas de pavão;

3) Enrolar as penas de pavão;

4) Enrolar o fio brilhoso;

5) Fixar cerdas de pena de faisão é uma pena de cerdas pequenas para fazer as patas;

6) Fazer o tórax com dubbing marrom, cinza ou natural;

7) Rebater a pena pequena e as cerdas de faisão formando as patas e o wing case.

Finalizar. Boas capturas!

Esta é mais uma colaboração do amigo Rogério Batista Jamanta.

 

 

SIMPLES PARACHUTE

1) com um pedaço de antron fazer a cauda e o poste em loop;
02) colocar dubbing; e
03) finalizar com o hackle.

Para melhor acabamento, pode-se cortar as fibras do meio da cauda e separá-las em dois. Mosca extremamente eficaz, barata e feita em apenas 2 minutos.

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Colaboração de Rogério Batista “Jamanta”.

 

PUPA DE MIDGE

Um atado rápido e barato visando reproduzir o estágio dos midges em seu ciclo de vida chamado de pupa, que é a transição entre larva é adulto, assim como as caddis. A Pupa de Midge tem como característica a alta eficácia na busca pelas trutas e lambaris. É uma excelente alternativa quando se enxerga as trutas comendo mas não se compreende o que estão comendo, muitas vezes então comendo midges.

1) Fixar o anzol curvo (16# a 20#) e colocar um bead (deixar solto);
2) Atar um tufo de cdc ou antron;
3) Cobrir o material com o bead;
4) Preparar um cobre para fazer a segmentação;
5) Fazer o corpo com linha de atado e depois enrolar o cobre; e
6) Por fim, finalizar com uma pena de pavão.

Rogério Batista – “Jamanta”.

 

A Fly dos Pampas agradece mais uma grande contribuição do mosqueiro Rogério Batista!

Trutas do Rio do Tigre

O Rio do Tigre está situado a aproximadamente 10 km do centro do município de Rio Rufino na serra Catarinense. Diferente dos rios de são José dos Ausentes/RS, o Rio do Tigre corre em meio a mata, conservando sua temperatura baixa mesmo no verão, condições estas propícias para sobrevivência da nossa tão apreciada Truta arco-íris.

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A água é muito cristalina e mesmo após uma chuva, o rio fica limpo rapidamente. Isso se dá pela preservação da mata ciliar, não havendo deslocamento de terra para dentro do rio.

Rio do Tigre - SC

Realizando uma trilha de dificuldade média de, aproximadamente, 60 minutos, atravessando o rio quatro vezes, chega-se a uma grande cachoeira com 60 metros de altura que forma um lindo poço, onde também há trutas.

Agora, falando em pesca, com mosca claro! Tenho muita sorte e felicidade de contar com um grande parceiro de pesca, meu filho Dennis, que hoje está com 13 anos. Tivemos ótimas experiências e muita produtividade neste rio. Uma boa parte dele conta com profundidade rasa, o que possibilita avistar muitas trutas! Todo mosqueiro sabe que uma pesca no visual tem uma emoção diferente, seja com secas ou ninfas, uma vez que ver a truta se aproximando e abocanhado a isca é indescritível.

Variamos as moscas e tivemos bons resultados com o famoso bicho preto e variações nas cores oliva e roxo, com bead head laranja ou dourado também funcionaram muito bem, e gosto muito das pâncoras oliva e laranja com vermelho.

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A pescaria na cachoeira é uma experiência diferente, o deslocamento de ar causado pela queda d’água traz uma dificuldade a mais, mas no final, após as capturas, rende fotos magníficas. Quem quiser passar uns dias pode se hospedar na Fazenda Rio do Tigre, onde a hospitalidade, a comida e o tratamento são excepcionais.

Luciano Farias

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A Fly dos Pampas agradece ao mosqueiro e grande amigo Luciano Farias por nos proporcionar este brilhante relato e descrição do Rio do Tigre, localizado na Serra Catarinense.

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TRUTA BRAZUCA

Sim, o Brasil tem trutas! Poucas pessoas sabem, mas nosso país possui uma população respeitável dessas espécies, e já teve muito mais. Nesta reportagem, você vai descobrir porque vale a pena pescar trutas no Brasil.

Nada de Patagônia, América do Norte ou Rússia. Vamos pescar truta no Brasil! O mundo é legal porque oferece coisas diferentes. E aqui no Brasil, temos um tipo de pesca de truta diferente do resto do mundo.

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Tanto para aquele que quer apenas pescar seu peixinho como para quem quer abraçar a técnica desse peixe que fez a cabeça e conquistou o coração de milhares e milhares no mundo afora, o nosso país apresenta um tipo específico de pesca esportiva: a pesca de truta na montanha. Nossos rios têm um nível de dificuldade imposto por suas condições, que diferem do resto do mundo. Trata-se de rios pequenos, rápidos, rasos e com vegetação ao redor, o que difere de rios semelhantes do norte da Argentina. Mesmo existindo na Europa algo bem parecido – a exemplo da região dos Pirineus, na Espanha -, temos a diferença da transparência da água, o que já muda muito. É por isso que a pesca de truta de montanha brasileira é única. E há um universo a ser descoberto.

São José dos Ausentes - RSBrasil

A CHEGADA DA TRUTA AO PAÍS

A truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss) é originária do Hemisfério Norte e foi introduzida na América do Sul em 1904, na Argentina, e em 1905 no Chile, onde se ambientou muito bem e se tornou um forte vetor de desenvolvimento turístico. Entretanto, em águas tupiniquins, elas nadam oficialmente desde 1949, quando o médico veterinário Dr. Ascânio de Faria importou cinco mil ovos da Dinamarca. Esses alevinos foram introduzidos nos rios Jacu Pintado e Bonito, em São Paulo, na Serra da Bocaina (município de Bananal), onde a sua reprodução passou a ser monitorada nos anos seguintes.

Porém, em nossas andanças, ouvimos relatos diferentes dos dados oficiais: a truta podia ser encontrada no rio Macaé de Cima, Rio de Janeiro, desde 1929. Os principais motivos para sua importação foram o seu cultivo para fins comerciais, devido ao fato de ser considerada uma carne nobre. Sua introdução nos rios de serra brasileiros, por sua vez, levou em conta a exploração da pesca esportiva.

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Com o passar dos anos, vários estados passaram a ter produção de trutas para fins comerciais, o que consequentemente levou esse peixe para vários rios do país. Sabe-se que nos anos de 1978 e 1979 o Estado de Santa Catarina deu um grande passo com a criação da estação de truticultura de Lages, e depois a Painel, com as quais, em seus primeiros anos, foram soltos 500 mil alevinos nos rios da serra catarinense, sem falar de iniciativas privadas.

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Essa foi uma iniciativa governamental, da prefeitura de Lages com apoio do BID/SUDEP, que buscou alavancar a produção comercial de salmonídeos na região e povoar os rios para pesca esportiva. Não é preciso dizer que isso se converteu em uma população respeitável, com relatos de capturas de trutas de proporções patagônicas nas décadas seguintes. Isso elevou rios, como o Lava-tudo, o Pelotas e o Canoas, por exemplo, a status de paraíso. Mais recentemente, a grande população de trutas do Rio Caveiras, Urubici e Rio do Tigre atrai mosqueiros de todos os cantos do país. Sem falar na Joia-rara da serra catarinense, o recém descoberto rio Criolas e suas trutas enormes capturadas num típico rio de montanha, de água baixa e pesca técnica.

PARAÍSO DOS MOSQUEIROS NO BRASIL

 Alguns lugares do Brasil se tornaram verdadeiramente celeiros de formação de mosqueiros, a exemplo do município de São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, que há 20 anos possui projetos ligados à pesca com mosca, começando pelo “Graxaim Carçado” e, recentemente, o projeto “Pró-Ausentes”. Entretanto, em Minas Gerais, o belíssimo rio Aiuruoca, em Itamonte, na Serra da Bocaina, foi ponto comum de truteiros do sudoeste, com o rio cuidado por pescadores e por uma pousada da região. Já no Rio de Janeiro, o lendário Macaé de Cima, ou MDC, ajudou a desenvolver uma legião de pescadores em suas límpidas águas. No Estado do Paraná, houve introdução de trutas nas cidades de Guarapuava, Malé e Inácio Martins, entre outras, e hoje, mesmo depois de uma matança descontrolada, voltou a ter bons relatos de pesca de trutas e se iniciam projetos de proteção a essa espécie.

SÃO JOSÉ DOS AUSENTES

FALTA PROTEÇÃO

 Nas últimas décadas, estoques de trutas dos rios no Brasil sofreram uma redução considerável pela pesca predatória. No momento em que as iniciativas governamentais cessaram, a truta passou a contar com a sua permanência nos rios brasileiros devido a seus esforços de reprodução e por projetos tocados por pescadores, pela iniciativa privada (pousadas) e por entidades, como a “ABPM” e a “Rota da Truta”. Trata-se de rios pequenos, que passam por dentro de propriedade privadas, em  uma região que se acostumou a matar truta – hábito que poderia ser tolerado se a quantidade de espécimes abatidos não comprometesse a sobrevivência da espécie. Dessa forma, alguns municípios já começaram a legislar projetos que preveem a proteção da truta, transformando esse peixe em objeto de interesse municipal. Municípios como Urupema, Itamonte, Painel, Rio Rufino, Urubici e São Joaquim já seguiram essa ideia. Nesses locais, a pesca tem sido mais promissora, trazendo mais divisas à cidade e a toda a cadeia ligada à pesca esportiva.

Brasil - Santa Catarina (4)

Um alento para a permanência da truta é a portaria 145/98 do Ibama, que permite o manejo de salmonídeos em rios nos quais eles já existam, desde que o Estado desse rio produza os ovos. Sabe-se que o Brasil possui mais de 20 rios com trutas, alguns com quantidade, outros com qualidade, mas muitos com dificuldades, o que para o mosqueiro pode ser uma coisa legal, pois proporciona o desafio da captura da truta.

Portando, no momento em que se veem pescadores gastando um valor bastante razoável para pescar truta em várias partes do mundo, nada mais oportuno que mostrar que aqui tem essa espécie, e não é só pequenina. Em um rio do Brasil tem um belo troféu esperando por você, e mais, tem um tipo de pesca divertida em locais de beleza natural invejável.

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Rogério Batista – “Jamanta”.

Não deixe de compartilhar mais esta bela matéria sobre as trutas brazucas!

 

 

 

PUPA DE CADDIS

Esta nada mais é do que uma simples Pupa de Caddis, atada em cor verde e num tamanho que imita um inseto para anzol #14 em média. Com a sua ocorrência aqui no Sul do Brasil, tem sido utilizada sistematicamente em nossas pescarias. Além disso, a sua cor aliada ao brilho na parte superior conferem muita atratividade à mosca. Já o colar em CDC traz um movimento singular a mosca, o que a torna responsável por vários recordes aqui no sul do Brasil.

Materiais:

  • Anzol curvo #12 a #16
  • Bead Head preto ou dourado
  • Linha #8
  • Dubing verde
  • Fio de Cobre
  • CDC verde
  1. Prepare a cama para isca com linha verde. Depois, enrole o fio de cobre até a metade do anzol. Depois, apenas passe a linha em cima do cobre até a metade do gap;
  2. Agregue o mylar tynsel deixando-o reservado junto com o fio de cobre na metade gap;
  3. Forme o corpo de dubbing de forma cônica;
  4. Traga o mylar para cima prendendo juntamente ao bead head;
  5. Depois enrole o fio de cobre prendendo o mylar e segmentando o corpo da mosca, prendendo ao final perto do bead head;
  6. A melhor forma de se fazer um colar de CDC é utilizando as MAGIC TOOLS do Petitjean, PORÉM, apenas para simplificar apresentamos esta forma que também se mostra satisfatória: prenda uma pena de CDC pelo cabo; e
  7. Enrole de forma simples e direta a pena de CDC na forma de colar e faça a finalização com nós. A mosca possui esta estrutura mesmo, co um colar ligeiramente grande, com serdas curtas e longas, porém, é exatamente este o efeito que queremos dar.

A mosca está pronta. Boas capturas!

A Fly dos Pampas agradece ao mosqueiro Rogério Batista por mais uma grande colaboração.

 

Os materiais utilizados você pode encontra na casa do Fly! Acesse: www.flydospampas.com.br

BESOURO DE EVA

Uma mosca muito simples e efetiva, e que os materiais são de muito fácil acesso.
Primeiro corte uma tira de EVA preta com a largura aproximada da abertura do anzol, e então uma tira fina do EVA que irá compor o abdômen.

Materiais
– EVA
– Linha 8/0
– Rubber Legs
– Anzol #12
1- Prenda a tira de EVA preta em todo o comprimento da haste do anzol, e cubra bem com o fio de atado, para que fique o mais fino e uniforme possível.
2- Faça o mesmo processo com a tira colorida.
3- Enrole a tira colorida, o que formará o abdômen da mosca.
4- Corte bem próximo e cubra a ponta com o fio de atado, tenha atenção nos detalhes.
5- Traga o EVA para frente, cobrindo o abdômen.
6- Coloque a rubber legs de forma dupla em cada lado.
7- Coloque um pedaço do EVA colorido na parte de cima, para que a visualização na água fique mais fácil.
8- Corte as pernas e separe-as, Corte a cabeça de forma arredondada para que fique mais natural, e apare o EVA da parte superior.

A mosca está pronta! Boas Capturas!

Faltou material de atado? Acesse a loja virtual da Fly dos Pampas!

 

 

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